SEJAM BEM VINDOS

Um intermediário entre a sabedoria e a ignorância. O saber que não sabe.

( Professora. JULIANA BRAMATTI)
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

1° semana/AULA III (ARTIGO IV) MITOLOGIA INDIGENA TUPI-GUARANI

ESSA, EU, PARTICULARMENTE ACHO A MAIS LEGAL DE TODAS... A NOSSA MITOLOGIA...
AFINAL DE CONTAS...

Quem, quando criança, não ouviu falar do inacreditável Boitatá? Quem nunca ouviu falar da força bela e calma de Tupã? Quem nunca escutou as histórias do Boto?
O Brasil é um país continental e possui, sim, suas crenças, lendas e mitos. Com a urbanização, com a saída do homem do campo para os edifícios urbanos de concreto, essas histórias e esses, e por que não?, Deuses foram sendo, pouco a pouco, esquecidos por nós. As mães já não contam as histórias da Caipora; nem as crianças escutam falar do gracioso Pavão Misterioso.
É nosso objetivo relembrar a Mitologia Brasileira. É nosso objetivo salvar do esquecimento personagens folclóricos como a Mãe D'Água, o Quibungo ou o horrendo Labatut.
Neste ponto, prestamos nossa sincera homenagem a Dorian Gray Caldas, pela belíssima obra entitulada "Encantados - Lendas & Mitos do Brasil"; e, in memorian, a Câmara Cascudo, pelo trabalho de compilar muito mais que informações, mas , nossa História."
Personagens





Acutipupu - Era uma mulher-homem que habitava entre a gente da Serra do Japó. "Acutipuru paria crianças fêmeas, bonitas como as estrelas do céu. Quando emprenhava as mulheres - na sua função de homem -, estas pariam crianças machos bonitos como o sol. Teve um filha, Erem, gerada por Uaiú que então andava na Serra do Japó impondo a lei de Jurupari. Um dia Uaiú quis fazer amor com a filha Erem. Ela recusou-se, fugiu. Casou-se com um chefe, Cancelri, originou uma guerra que terminou com o extermínio de sua gente".





Ahó Ahó - Era um grande animal de pêlo farto e veludoso. Algumas vezes como uma ovelha, outras como um urso. Persegue e devora indivíduos que se perdiam nas florestas. Escapavam apenas os que subiam a uma palmeira, por ser esta a árvore sagrada do Calvário. Se, entretanto, subisse em qualquer outra árvore o Ahó Ahó cavava junto às raízes até derrubar o vegetal; quando esta batia ao chão ele devorava a vítima.





Alamoa - Sempre antes de uma tempestade violenta aparece na praia, de noite, a Alamoa. Lembra uma Iara, pois tem cabelos longos, se bem que louros, o que justifica seu nome. Não veste qualquer coisa e põe-se a dançar à luz dos relâmpagos. Homens que a vêem e não fogem à essa terrível visão, morrem de pavor, deixando somente o branco esqueleto. Dizem tratar-se de uma alma a cumprir pena, da qual somente se verá livre se impressionar homem valente o suficiente para desenterrar o tesouro que jaz no cume do Pico da Ilha de Fernando de Noronha.





Amazonas - "São muito alvas e altas, com o cabelo muito comprido, entrançado e enrolado na cabeça. São muito membrudas e andam nuas em pêlo, tapadas as suas vergonhas, com os seus arcos e flechas nas mãos, fazendo tanta guerra com dez índios"... "lutavam tão corajosamente que os índios não ousavam mostrar as espáduas, e ao que fugia diante de nós, o matavam a pauladas". "...residiam no interior, a sete jornadas da costa. Eram sem marido. Dividiam-se, numerosas, em setenta aldeamentos de pedra, com porta, ligadas as povoacões por estradas amparadas, dum e doutro lado, com cercas, exigindo pedágio aos transeuntes. Quando lhes vinha o desejo, faziam guerra a um chefe vizinho, trazendo prisioneiros, que libertavam depois de algum tempo de coabitação. As crianças masculinas eram mortas e enviadas aos pais e as meninas criadas nas coisas da guerra. A rainha se chamava Conhori. Há riqueza imensa de ouro, prata, serviços domésticos em ouro para fidalgas e de pau para as plebéias. Na cidade principal havia 5 casas grandes, com adoratórios dedicados ao Sol. As casas de devoção são os Caranai. Têm assoalho no solo e até meia-altura, os tetos forrados de pinturas coloridas. Nesses templos estão ídolos de ouro e prata em figuras femininas e muitos objetos preciosos para o serviço do Astro-Rei. Vestem finíssima lã de ovelha do Peru. Usam mantas apertadas, dos peitos para baixo, o busto descoberto, e um como manto, atado adiante com uns cordões. Trazem cabelos soltos até o chão e na cabeça coroas de ouro, da largura de dois dedos".





Añá - Era o deus do puro mal. Era o espírito mau por excelência. Molesta os homens e arrasta as crianças que brincam junto das fontes.



Anhangá - Mito dos índios brasileiros, a alma errante (tupi ang), que tomava o aspecto de fantasma ou de duende, vagando pelos campos e florestas. Há vários tipos, como mira-anhanga, tatu-anhanga, suaçu-anhanga, tapira-anhanga e até pirarucu-anhanga - isto é, aparição de gente, de tatu, de veado, de boi e de pirarucu. Em geral, não era benfazero. Sua simples lembrança trazia pavor ao silvícola e ao homem simples do campo. Era a própria corporificação do medo informe, do pavor do desconhecido e do mistério da noite. É um dos mitos mais antigos do Brasil. O Anhanga, segundo a tradição, metamorfoseava-se mais em veado.





Arranca-Língua - Monstro dos sertões do Estado de Goiás. Nas cidades chamam-no de King-Kong. Outro nome com o qual é chamado é o de Bicho-Homem. Seria um tipo humano, peludo, escuro, que se alimentava das línguas das vacas. Este é, pois, seu malefício: dizima rebanhos inteiros para comer somete a língua. Ataca desferindo urros paralizantes. Deixa pegadas nítidas, de aproximadamente 48 centímetros.






Avati- É herói guarani. Em uma época de grande fome, dois guerreiros procuravam algo o que comer quando depararam-se com um enviado de Nhandeiara - o grande espírito. Este disse-lhes que a solução para a sua procura inútil seria uma luta de morte entre os dois. O vencido seria sepultado no local em que caísse e logo do seu corpo brotaria uma planta cujas sementes, replantadas e depois comidas resolveriam para sempre o problema com alimentação. Assim fizeram. Avati, um dos dois, foi morto e de sua cova nasceu a planta de milho.



Barba Ruiva - Era um homem de cabelos e barbas avermelhados. De tempos em tempos, sai da água e deita-se na areia tomando banho de sol. Quem o viu afirma que traz as barbas, as unhas e o peito cobertso de lodo. Não foge ao encontrar os mortais, mas nunca lhes dirigiu qualquer palavra. Apesar de pacífico , é objeto de medo e todos fogem dele. Diz-se que era filho de uma mulher que não o desejava e esta o jogou em uma caçimba. Imediatamente depois, do solo, água abundante surgiu e criou-se um lago onde, à noite, ouviam-se relinchos, bater de pratos e o choro de uma criança.





Boitatá - É a versão brasileira do mito do fogo-fátuo ou de saltelmo existente em quase todas as culturas. Seria uma cobra-de-fogo que vagava pelos campos protejendo-os contra aqueles que os incendeiam. Às vezes, transformava-se em grosso madeiro em brasa que fazia morrer, por combustão, aquele que queima inutilmente os campos. É um mito dos mais antigos e quase totalmente de origem indígina. O mito do Boitatá recebe, no Nordeste, a denominação de fogo-corredor, baitatá, jã-de-la-foice (Sergipe), etc.



Boiúna - É descrito por Alfredo da mata: "...transforma-se em mais disparatadas figuras; navios, vapores, canoas... engole pessoas. Tal é o rebojo e cachoeiras que faz, quando atravessa o rio, e o ruído produzido, que tanto recorda o efeito da hélice de um vapor. Os olhos quando fora d'água semelham-se a dois grandes archotes, a desnortear até o navegante". Faz parte do ciclo mítico de "como surgiu a noite", segundo a qual a Grande Cobra casa a filha e manda-lhe a noite presa dentro de um caroço de tucumã. Os portadores, curiosos, abrem o caroço, libertam a noite e são punidos.



Boto - É, certamente, o animal amazônico de maior presença folclórica. Seduz as moças ribeirinhas descuidadas. É, assim, o pai de todos os filhos "de origem desconhecida". Sobre ele narra-se o seguinte: "Nas primeiras horas da noite transforma-se em um belo rapaz, alto, branco, forte, grande dançarino e bebedor, e aparece nos bailes, namora, conversa, freqüenta reuniões e comparece fielmente aos encontros femininos. Antes da madrugada pula para a água e volta a ser o boto". Falou-se ainda: "A sorte dos peixes foi confiada ao Uauiará. O animal em que ele se transforma é o boto." O Uauiará é legítimo filho da selva e tão conquistador quanto o Boto. Conta-se uma história incomum sobre o Boto: "Dois pescadores, de vigia, sacuriram três arpões de inajá (espécie de palmeira) num vulto de homem que freqüentava certa casa na margem do rio. O homem fugiu e deitou-se à água. No outro dia boiava um grande Boto com três arpões de inajá fincados no dorso".



Bradador - É um duende que assusta os sertões dos Estados de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Emite berros altos, "compassados, intermitentes e horríveis". "... Atravessa os campos, correndo, todas as sextas-feiras, depois da meia-noite. É uma alma penada. Afirmam os caboclos que se trata do espírito de um corpo seco, ou melhor, de uma múmia, que foi desenterrada do cemitério do povoado Atuba (próximo de Curitiba) e jaz encostada a um pé de imbuia, completanto o seu fado material sobre o solo..." Diz a lenda que a terra não o aceita e só o fará quando este cumprir sua sina.



Cabeça de Cuia - É um ser alto, magro, de cabeleira farta que lhe cai sobre a testa e que sacode quando nada nos rios da região do Maranhão e do Piauí. Faz suas viagens durante as enchentes do rio Paraíba. De sete em sete anos sai a procura de uma moça, que tem que se chamar Maria; às vezes, porém, devora crianças que estejam nadando no rio. Cabeça de Cuia era um rapaz que não obedecia sua mãe e a maltratava e terminou por deixar a casa da família. Sofreu, então, uma maldição da mãe e foi condenado a viver durante 49 anos nas águas do rio Paraíba. Somente depois de comer 7 Marias é que poderá voltar ao seu estado normal. A lenda diz que sua mãe viverá enquanto ele estiver nas águas do rio.



Caipora - Um dos gênios da floresta na mitologia tupi. É representado como um pequeno índio, negro, ágil, que fuma cachimbo e reina sobre tudo o que existe na mata. Quem o encontra fica infeliz nos negócios e em tudo o que empreende. No estado do Ceará, o Caipora tem cabeleira hirta (N. do Webmaster: "Hirta", ereta) e olhos de brasa. Calvaga porco ou caititu (porco do mato, espécie de javali) e agitando um galho de japecanga. Pode ser um caboclinho da mata, com poderes encantadores e rastro redondo e um olho só no meio da testa. O Caipora, através do contato do focinho do porco que cavalga, da vara de ferrão, do galho de japecanga ou de uma simples ordem verbal, pode ressuscitar os animais mortos sem sua permissão, apavorando assim os caçadores. Os indíginas e também os sertanejos defendiam-se dle andando com um tição flamejante durante as jornadas noturnas. O Caipora foge instintivamente da claridade. É um gênio da floresta quase igual ao Curupira e ao Saci Pererê. Assemelha-se a outros personagens míticos como ao Yastay argentino que guiava as manadas de guanacos e vicunhas, defendendo-as da dizimação.



Ci - Segundo as crenças indígenas tudo e todos possuem uma mãe. Esta seria Ci. Homens, minerais, plantas, animais, água, terra, fogo e ar... tudo; nasciam e eram protegidos por uma respectiva Ci, mãe criadora. "Esta mãe gerou, modelou, criou, regulamentou, governa e em muitos casos alimenta permanentemente seus filhos sem nenhuma necessidade do elemento masculino. Este é um fator característico importante: a maioria dos povos cultuam um pai, um ser masculino, o macho; o índio brasileiro, porém, considera apenas a fêmea - Ci. "O sono, a chuva, o verme, o sorriso, a fonte, a canoa - tudo tem mãe e todo indígena sabe quem é a mãe de cada coisa. Jamais fala do pai eventual das mesmas coisas. O índio brasileiro não considera a reprodução sexuada em seu universo".





Coroaci - O deus Sol para os Tupis ou os Nheengatus. O nome significa "Mãe deste dia".
Coniapayaras - "Mulheres senhoras de si", "mulheres soberanas", ou seja, a denominação Tupi para às Amazonas.



Cuca - É, certamente, o mais difundido mito do ciclo do medo infantil. Não tem características físicas definidas (apesar de Monteiro Lobato, grande escritor Brasileiro, imaginá-lo como sendo um grande jacaré verde com as costas coloridas em vários tons e com uma cabeleira branca enorme que lhe cai até próximo do início da longa cauda). Sabe-se que leva os infantes insones para um sítio distante e misterioso onde deverão ser devorados ou fazer parte em alguma magia qualquer.



Curupira - O Curupira é representado como um garoto (moleque) de cabeleira vermelha, pés invertidos: dedos para trás e calcanhar para frente. É o protetor das árvores e da caça, senhor dos animais que habitam a floresta. Antes das grandes tempestades percorre a floresta batendo nos troncos das árvores certificando-se de sua resistência. Não é um gênio bom, é antes enganador e mesmo assassino: os seus pés virados deixam rastros falsos no chão, iludindo os perseguidores. Engana viajantes e caçadores, transviando-os dentro da mata com assobios e sinais falsos. Também é chamado de gênio da mentira. Pode, contudo, ter contatos amistosos com alguns caçadores, dando-lhes armas e transmitindo certos segredos que, quando revelados, são fatalmente punidos. Isto é feito em troca de comida. O Curupira assemelha-se em suas atribuições à bela Diana dos romanos e à Ártemis dos gregos, protetoras dos bosques e da caça.



Iara - A beleza tentadora das águas não é mito ameríndio nem africano. O nome Iara, de Ig, água, e iara, senhora, foi literariamente composto. Na Amazônia, as funções da Iara são executadas pela Boiúna e pelo Boto.



Jaci - Ia-ci, a Lua, a mãe dos frutos; o mês lunar e também um ornato. Irmã e esposa do Sol. Merecia homenagens diferentes conforme a fase: Iaci omunhã (nova); Iaci icaua (cheia). O cortejo lunar era formado pelo Saci-Pererê, o Boitatá, o Uratau e o Curupira.



Jurupari - Ser demoníaco (comparável ao Anhanga) originado de lendas tupis. Diz o mito que era filho de uma virgem e foi enviado para o Sol para reformar os costumes naTerra. Conquistou para os homens o poder que estava com as mulheres, mas falhou na missão de encontrar uma noiva ideal para o Sol e, por isso, permanece levando uma vida oculta na Terra. O nome "Jurupari" quer dizer que fez fecho da nossa boca. Vindo, pois, de "iuru" (boca) e "pari" (aquela grade de telas com que se fecham os igarapês e bocas de lagos para impedir que o peixe saia ou entre). Era bastante temido pelos Tupis.



Mãe D'Água - Na opinião de Câmara Cascudo, a Iara é simplesmente uma forma literária brasileira para representar a lenda mediterrânea da sereia sedutora ou da Mãe D'Água do folclore africano, e não um mito autenticamente brasileiro. O mito autêntico, ligado à origem, aos mistérios e a temores da água, é o do Ipupiara (o que reside ou mora nas fontes). Ao contrário do mito mediterrâneo e do africano, o mito brasileiro do Ipupiara refere-se a um homem-marinho, gênio protetor das nascentes e olhos d'água e como tal, de certo modo, inimigo dos pescadores, marisqueiros e lavadeiras.



Papa-Figo - Duende do ciclo dos monstros assustadores de crianças. Seria o "lobisomem" das cidades. "...havia ainda o papa-figo, homem que comia o fígado de menino. Ainda hoje se afirma... que certo ricaço de Recife, não podendo se alimentar senão de fígados de crianças, tinha seus negros por toda parte, pegando menino em saco de estopa". É um velho sujo, horrível, esmolambado. Entrega doces, brinquedos e a narração de histórias para atrair crianças à saída das escolas ou aqueles cujas babás são distraídas ou namoradeiras. Alguns comiam, mas outros vendiam a potentados doentes o fígado de seus pequenos prisioneiros.



Saci Pererê - Mito do folclore Brasileiro, bastante difundido de a Norte a Sul, através de inúmeras variantes: Saci Cererê, Saci Taperê, Mati Taperê, Matinta Pereira, Martim Tapirera e Martim Pererê. O mito tem procedência ameríndia, de fonte tupi-guarani. Teria sido, primitivamente, um mito ornitomórfico: pássaro encantado e, ainda hoje, em diversas versões, o saci é uma ave. transformou-se, depois, em mito antropomórfico: negrinho de um pé só, com uma carapuça vermelha e cachimbo na boca. De todas as formas esta última é a mais popular. É uma espécie de duende que vive de noite, a perturbar os viajantes e tropeiros, pedindo fumo e fazendo-os errar os caminhos. É interessante que mesmo nos dias atuais, entre os roceiros, coloca-se fumo para o Saci nos galhos de árvores a fim de afastar as suas diabruras. Dizem que, de noite, faz trança nas crinas dos cavalos e costuma assobiar e gritar: "Saci Pererê, minha perna dói como o quê!". Tudo que se encontra revirado, da noite para o dia, nas fazendas do interior, é atribuído a esse pitoresco demônio do folclore Brasileiro. Além disso, tem especial prazer em azedar o leite, gorar os ovos das galinhas e impedir o milho-picoca de rebentar. No extremo-norte, onde a influência ameríndia é mais intensa, o primitivo mito ornitomórfico sobrevive sob forma do pássaro encantado Matinta Pereira, que traz desgraças e sofrimentos. A antropomorficação do mito primitivo primitivo primitivo apresenta um influxo indireto do elemento negro. O Saci adquiriu feição de moleque brincalhão. Outra transformação, mais complexa, é a versão de Romãozinho, também um negrinho notívago que faz estripulias nos terreiros e, às vezes, dentro das próprias casas. Em torno desse personagem se formou uma lenda: Romãozinho era um negrinho desobediente e mau, que bateu em sua mãe e foi condenado a perambular de noite pelos campos e matos.



Quibungo - Personagem do folclore afro-brasileiro, duende dos negros bantos.
Tupã - Mito ameríndio (índio da América), do grupo tupi-guarani. Os tupis o considerava personagem ligado aos trovões, às tempestades, às chamas e aos raios, que lhe eram atribuídos e, igualmente, ao ciclo dos heróis civilizadores, pois era crença de que havia ensinado aos índios os primeiros rudimentos da agricultura. Na mitologia tupi-guarani, entretanto, Tupã era um personagem de segunda ordem. Os catecúmenos (aqueles que se preparam para receber o batismo; cristão novos) é que, já no período da colonização, principiaram a valorizá-lo como entidade idêntica a Deus. É indispensável, pois, distinguir o mito ameríndio, onde Tupã é apenas um demônio que provoca chuvas, raios e tempestades, tendo uma missão civilizadora entre os homens, e o mito sincrético de Tupã-Deus.



Tupi - Seria um dos heróis povoadores do Brasil indígena, vindo com seu irmão, Guarani, de remota e misteriosa região além-mar. Segundo a lenda, ambos formaram uma nação que se dissolveu por intrigas femininas. "... Dois irmãos, chamados Tupi e Guarani, viajando sobre o mar, elegeram ao Brasil, e com os seus filhos, povoaram o país; mas um papagaio falador fez nascer a discórdia entre as mulheres dos dois irmãos, donde surgiram a desavença e a separação, ficano Tupi na terra, enquanto Guarani e sua família emigraram para a região de La Plata".





EM GERAL... SÃO O NOSSO FOLCLORE...

1° semana/AULA III (ARTIGO III) MITOLOGIA INDIGENA NORTE-AMERICANA


As culturas dos indígenas americanos, descendentes de povos que vieram da Sibéria, variam consoante as condições dos sítios onde se fixaram. Assim, é natural que os mitos se adaptem a estas condições, apesar de haver uma certa uniformidade.Há em comum uma divindade que criou o mundo, que tem nomes como Manitu ou Amotken e é o Grande Espírito. A criação do mundo foi feita com a ajuda dos outros deuses, tendo a cada um sido atribuída uma área. Havia também a Mãe Terra e o Pai Céu, que representavam a dependência que os povos agrícolas tinham dos fenómenos atmosféricos.O mito de que a terra foi criada a partir de lama do fundo do oceano trazida por um mergulhador primordial é dos mais comuns, assim como o de que a terra está sobre uma carapaça de tartaruga gigante. A humanidade teria sido trazida por um herói, ou então surgido de uma caverna escura. Este mito da caverna difundiu-se entre os Zuni, do Sudoeste. Foi o deus Yanauluha que lhes deu a água, as sementes, os ensinou a viver em comunidade e reformou o aspecto das primeiras pessoas para poderem sobreviver à superfície, pois tinham orelhas e olhos enormes e a pele escamosa. Também houve a crença de que os animais se tinham transformado em seres humanos, pois tinham essa capacidade. Daí que existam os totens, que representam o estatuto e a história animal de cada tribo. O mito de Ataensic, filha do céu, é outro que explica a origem da Humanidade. Ela teria vindo para a terra para ter dois filhos gémeos, Hahgwehdaetgah e Hahgwehdiyu, tendo-se transformado depois na própria terra, chamando-se assim Mãe Terra.Os povos Navajo, do Sudoeste da América, têm um mito criador que diz ter sido Estanatlahi, a deusa mais importante para eles que criou as pessoas a partir de pedaços da sua pele. Isto aconteceu porque se aborrecia, pois vivia sozinha numa casa flutuante nas águas a Ocidente. O seu marido Tsohanoai, deus do Sol, só vinha ter com ela ao fim da tarde pois tinha de carregar o sol durante o dia.Entre os Maidu da Califórnia tinha sido Wonomi, o deus do céu, quem tinha criado o Universo. O Coiote, seu inimigo, desafiou-o para um concurso, e quem ganhasse seria dono do Universo. Lançou uma praga de doenças mas o seu filho foi o primeiro a ser morto pela serpente que sempre o acompanhava. Wonomi acabou por ser derrotado pelas falsidades do Coiote, mas vive num reino de nuvens depois da morte onde todos são bem vindos.Havia também a história do Corvo (um homem com bico de corvo), que com o seu bico fixou a terra debaixo das águas deixando um pouco de terra à superfície; esta terra só tinha espaço para conter uma casa, onde viviam o Corvo e os seus pais. O dia surgiu quando o Corvo estava a brincar com uma bexiga, que seu pai tinha pendurado por cima da cama, e a rasgou. Como o pai lha tirou antes que a destruísse ainda existe noite.Cada pessoa tinha um espírito que a ajudava na caçada e a guardava, mas que só podia ver quando chegava à puberdade. Era nessa altura que mandavam as crianças procurar o seu espírito, devendo elas rezar e jejuar os dias que fossem necessários até o conseguirem ver. Como podia demorar muito tempo algumas adoeciam. Finalmente conseguiam ver o espírito, sob a forma de um animal e os que se diziam possuídos por ele e pela sua sabedoria, tornavam-se os sacerdotes da tribo.Havia também semideuses e heróis que salvaram a Humanidade e se podiam transformar em animais.

1° semana/AULA III (ARTIGO II) MITOLOGIA ESQUIMO

MITOLOGIA ESQUIMO


O círculo polar ártico é uma terra inóspita e impossível de cultivar; o povo vive da caça dos animais nativos, como focas e peixes, para sobreviver, ou da limitada fauna terrestre, como a de ursos e, até mesmo, cães.Sua mitologia é profundamente animista, ligada aos espíritos da natureza, o que não é de se espantar; todos os animais sejam os terrestres, sejam os marinhos desempenham uma função importante na mitologia, como espíritos. Para contatar esses espíritos surge a figura do Xamã, que seria uma mistura de médico/sacerdote/mágico, que conhece todos os segredos do mundo dos espíritos. Em sociedades muito ligadas a natureza, a figura do xamã, apesar de diferenciada, apresenta notáveis semelhanças. Assim, o Pajé das tribos brasileiras e um xamã Inuit podem ser muito similares. A caça é antes de tudo um ser que permite que a humanidade sobreviva, e como tal é digna de homenagens e respeito. Se isso não ocorrer, pode vir a faltar, no futuro.A comunicação espiritual pode ser realizada de muitas formas, seja indo a locais determinados, como ilhas ou zonas de caça, ou certos postes e fogueiras que são sagrados. Um objeto comum a esses xamãs seriam suas bolsas de pele de foca, ou suas máscaras de madeira representando os espíritos, chamadas inuas, que representam o espírito de algo: rochas, animais, plantas, etc. Todo o viajante deve fazer homenagens diante de uma inua.Há muitas histórias envolvendo esses seres. Em uma delas, uma mulher de um caçador tem um caso com um Urso Polar. O marido sentiu o cheiro de urso em seu iglu, e fez a mulher confessar o malfeito, descobrindo onde o urso morava. Quando o caçador apareceu, o animal escapou, e irritado, decidiu punir a mulher, destruindo o iglu com ela lá dentro. No meio do caminho, já mais calmo, mudou de idéia, perdoou a mulher e empreendeu uma busca pelo verdadeiro amor.Outra história curiosa, da Sibéria, é sobre a orça Akhlut, um dos espíritos mais terríveis espíritos. Ela costuma se metamorfosear em lobo, e, com essa aparência, vaga pela região, matando e devorando pessoas e animais. Depois de saciar sua fome e sede de sangue, ela retorna ao mar e a forma de baleia orça, e quando vêem pegadas de lobo, os inuits sabem que Akhlut andou caçando.Certos fenômenos típicos da região despertam um forte interesse, como a bela e misteriosa aurora boreal. Uns dizem que são os espíritos dos mortos dançando; outros, geralmente caçadores, acham que é o Homem das Luzes polares atirando flechas, para anunciar que a caça está chegando.Também a lua é venerada, como Igaluk, um ser masculino. Conta-se que, uma vez humano, dormiu, sem o desejar, com sua irmã. Ao acordarem e ver o que fizeram, ambos sentiram vergonha, e decidiram deixar a terra, e não mais se verem; ele converteu-se na lua, ela, no sol. Igaluk é geralmente representado em pequenas esculturas de madeira, com penas para representar as estrelas, madeira clara para o ar, e madeira mais escura para a face da lua. É uma divindade que zela pelos humanos, controlando as marés e as estações do ano. É também conhecido como Homem da Lua.


De todos os espíritos, há um que merece um certo destaque, pela veneração que o povo da região lhe destina, como pela história, um tanto quanto análoga a do Homem da Lua: é a Mulher do Mar, a Mãe de Todos os Animais Marinhos, Sedna.Sedna teria sido uma mulher humana de grande beleza que vivia sozinha, enfrentando muitas dificuldades para se manter. Apesar dos muitos pretendentes que a desejavam como esposa, e que poderiam dar a ela uma vida melhor, ela não desejava casar-se por alguém que não amasse. Por isso, todos eram rejeitados.Mas o amor veio a chegar no coração de Sedna, e ala apaixonou-se por um cão! Isso desagradou ao povo, principalmente aos rejeitados, que disseram que isso traria azar, e não era natural. Eles, então, levaram-na para uma canoa, e, no mar, empurraram a jovem. Ela segurou-se na borda da embarcação, mas os jovens, cruelmente, cortaram fora os dedos da jovem.O prodígio foi que, quando os dedos caíram no mar, eles transmutaram-se em animais marinhos, como focas e leões do mar. Sedna chegou ao fundo do mar e converteu-se em deusa dos animais marinhos, assim como em deusa de fúria, devido ao tratamento que lhe foi impingido. É adorada, pois se de bom humor fornece os alimentos, mas se desrespeitada ela guarda rancor, e prende os animais marinhos no fundo do mar, para que a humanidade morra de fome. Os pecados e tolices da humanidade se juntam à sujeira nos longos cabelos lodosos de Sedna, que ela não pode pentear nem fazer tranças porque não é dotada de dedos. O xamã devem, portanto, mergulhar até a morada de Sedna, no mais profundo do mar, e passar por vários animais guardiões, como baleias e leões marinhos, e um enorme cão preto. Só depois de passar por esses animais é que ele chega a Mulher do Mar. Nesse caso, para aplacar sua ira, ele deve pentear os grossos cabelos dela, limpando e desembaraçando as mechas, arrumando-as em duas grossas tranças. Grata a isso, Sedna deixa que os pecados afundem no mar, e solta os animais para que o povo não morra de fome.
É natural uma associação de Sedna com seres marinhos de outras mitologias, como as sereias. Porém essa semelhança é de natureza muito superficial, pois lá elas são danosas à humanidade, além de nativas do mar; aqui Sedna é uma divindade fundamentalmente boa, ainda que até certo ponto rancorosa, e não é nativa do mar, mas do meio dos homens. A metáfora de transcender as dificuldades, como fazem a mulher do mar e o homem da lua podem ser identificadas com a de transcender o ambiente hostil em que vivem os esquimós.

1° semana/AULA III (ARTIGO I) MITOLOGIA HEBRAICA


A cabala (receber em hebraico) é um corpo de sabedoria mística que por muito tempo foi mantida como um segredo para o mundo. Durante milênios foi proibida para as mulheres e considerada um conhecimento secreto do judaísmo. Segundo a mitologia hebraica, a cabala foi dada por Deus a Moisés, ou pelo anjo Raziel a Adão, sendo depois transmitida oralmente de geração em geração. A cabala é um sistema metafísico através do qual o iniciado (ou buscador) conhecerá Deus e o universo. Deus, dentro do Judaísmo, preenche e contém o universo. É conhecido como “Ein Sof”, que pode ser traduzido como “o infinito”.O rabino Leonardo Alanati, da Congregação Israelita Mineira, explica esse conhecimento de 2.200 anos.
O que é a cabala?
O misticismo judaico, também conhecido como cabala, consiste em um conjunto de ensinamentos orais, textos e práticas que foram transmitidas por mestres iluminados. Ele contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico através de uma simbologia complexa e de uma linguagem ambígua e até erótica que pode desestabilizar a razão e a fé dos menos preparados. A cabala é uma maneira de experienciar a religião judaica e suas crenças. É colocar em prática a sabedoria sagrada com a finalidade de sentir o divino mais próximo. É um contato direto com a presença de Deus, a sua essência. Costumamos dizer que o homem necessita abrir sete cortinas para entrar em contato com a realidade, com a essência de tudo, até a união mística.
Como isso pode ser feito?
Através do estudo diário das técnicas de meditação que levam a um contato direto com Deus. É como uma gota retornando ao oceano, de volta à realidade divina. Não é um processo fácil. Dentro do misticismo judaico existe um lado de Deus, o “Ein Sof”, que é totalmente inacessível e incompreensível racionalmente. Por outro lado, para tornar-se ativo e criativo, Deus criou as dez sefirot ou inteligências. As sefirot dentro de nós. As sefirot formam a Árvore da Vida, que não é apenas uma metáfora vertical em relação a Deus. Em sua representação horizontal ela representa os aspectos de Deus existentes dentro de nós.
O que é a Árvore da Vida?
É um mapa para entendermos a manifestação de Deus. O Deus que saiu de si, se desdobrou para criar o universo. Cada sefirot é um aspecto da natureza de Deus. Elas nos ajudam a entender o mapa de como Deus atua no universo. Elas são, na verdade, um mapa de Deus manifesto no homem e na natureza. O micro imita o macro. Através da compreensão das sefirot, podemos entender as características humanas nos relacionamentos interpessoais e como esses aspectos influenciam nossas interações com o outro. Como Deus se manifesta também na natureza, devemos ficar atentos para preservarmos o meio ambiente, pois cada aspecto da natureza pode ser um portal para um contato com Deus: uma flor, uma célula, um átomo, uma estrela, a lua.
Como o judaísmo vê a vida após a morte?
A alma é eterna e subdividida. A vida continua em outras realidades além da nossa (ilusória). Mas algumas almas retornam duas ou três vezes a esse mundo em outro corpo até acabar de cumprir a sua missão. A cabala é a única corrente dentro do judaísmo que defende o conceito de reencarnação. Para os judeus, quando o corpo morre, ele fica em algum lugar, aguardando a ressurreição.A Congregação Mineira Israelita abriu um curso de cabala, que vai ser dado dentro de uma sinagoga, para não judeus.
O que sinaliza essa abertura?
Estamos vivendo um momento mundial muito especial e difícil. Muitas pessoas buscam a cabala, de outras formas, dentro de outras correntes religiosas. Está na hora de abrirmos esse conhecimento para o mundo, de revelarmos nossa tradição mística. A realidade extremamente materialista está criando um vazio existencial no homem, que busca um retorno à espiritualidade, um contato interno com o espiritual. No curso vamos tirar dúvidas, derrubar conceitos errôneos, mostrar que a linha mestra do misticismo judaico é o contato mais intenso com Deus. Vamos entender melhor o universo divino, humano e a natureza, assim como a importância dos nossos atos. O cabalista deve estar inserido na sociedade e buscar elevá-la ao nível espiritual. A cabala é comunitária e reinterpreta o texto bíblico.O homem moderno está sem rumo?A Árvore da Vida é como um fluxo de energia que sai do divino, desce até o humano e volta. No entanto, muitos canais estão bloqueados e essa energia não chega de forma pura e completa até nós. No sentido contrário, ela também não chega em toda sua potência e plenitude até Deus. E isso é triste. Não apenas nós dependemos de Deus. Deus depende de nós e também precisa de nossos atos corretos e de nossas orações.Matrix healingA tradição mística da cabala mostra que, em nosso mundo material, existe um outro mundo que não vemos, um universo de grande energia e poder de cura. O médico Raphael Kellman, especialista em clínica geral, formado pela Faculdade de Medicina Albert Einstein em Nova York, com pós graduação no Beth Israel Hospital, criou baseado nessa lógica, uma terapia que denominou “Matrix Healing”.Segundo ele, embora nossos sentidos nos digam que existe apenas um universo que contém dor, sofrimento, doença e morte, a cabala explica que existem muitos universos. Ao sabermos de sua existência, podemos optar por ter acesso a eles, inclusive o universo no qual já estamos curados, felizes e perfeitamente realizados. Podemos eleger o universo onde somos perfeitamente unidos uns com os outros e com a força amorosa, que á a fonte suprema da criação”.Kellman acredita que a saúde pode ser conquistada através da Árvore da Vida, “o universo paralelo onde já estamos perfeitamente saudáveis, repletos da luz do Criador. Essa é a terapia matriz, uma mistura de atividades físicas e espirituais, com base no software descrito no Zohar (acredita-se ser o texto original da cabala judaica) e em outros textos cabalísticos. Compreender a matrix é extrair conhecimentos tanto da sabedoria espiritual da cabala quanto da ciência vanguardista, da medicina do corpo e da mente e das últimas descobertas em anatomia, bioquímica e neurologia”, ensina. Universo paraleloO médico conta, em seu livro, que já viu pacientes seus se curarem do câncer, de doenças cardíacas e outras enfermidades graves. “Quando comecei a estudar a cabala fiquei curiosos com a idéia do universo paralelo que ela prometia, o que passei a chamar de matriz. No matriz já estamos curados. O paraíso está dentro de nós. Nessa terapia, como na cabala, a meta não é ser perfeito, mas tornar-se perfeito”, ressalta.O caminho para a saúde, segundo Kellman requer que cada ser humano aprenda a ver o seu corpo em termos espirituais e físicos, explore o poder de cura dos alimentos por meio de uma alimentação consciente e nutrição vibrante, partilhe a água e torne-se igual ao Criador, trocando respostas reativas por proativas em todos os momentos do dia. Veja cada momento como uma oportunidade espiritual, utilize a prece como uma terapia, a meditação e o alfabeto hebraico, os quais, segundo a cabala, são os blocos construtores do universo. Por fim, assumir seu lugar de membro amável e responsável da raça humana dentro da nova ecologia do espírito, reconhecendo como cada um de nós é profundamente afetado pela vida do outro”.As sefirot no corpo humanoKeter – a coroa, localizada no alto da cabeça. É o local onde a luz divina se filtra para dentro da nossa dimensão espiritual. É ao mesmo tempo, luz e receptáculo.Chochmá – envolve o lado direito do cérebro e significa sabedoria. Representa a inspiração divina penetrando na nossa percepção. Dá acesso a novas idéias, novas maneiras de ver universo, novas visões de nós mesmos e dos outros.Chesed – está localizada no ombro direito, expressa o profundo desejo de dar, de contribuir, de fazer algo de útil.Yesod – é a sefirot da coluna central, localizada acima da virilha. Significa alicerce de toda a vida na terra em razão do poder regenerativo do órgão sexual masculino.Malchut – expressa o lado feminino. É a mãe inferior que ajuda a manifestar as outras sefirot. Está localizada na sola dos pés, representando o ponto de ligação entre os seres humanos e a terra. Outras tradições a associam à boca.Biná – envolve o lado esquerdo do cérebro. Significa entendimento. Nos ajuda a traduzir essas idéias em forma, estrutura e palavras.Gevurá – está localizada no ombro esquerdo. Corresponde ao bom juízo e à nossa disciplina. Nosso impulso de sermos generosos.Netzach – está localizada no quadril esquerdo e significa vitória e resistência. Representa o desejo de seguir em frente.Hod – está localizada no quadril esquerdo. Representa a majestade. É a energia calma, silenciosa, que permite aos outros de aproximar de nós.Tiferet – significa o esplendor e a verdade. Integra o dar e o receber de nova maneira: receber para dar. Está associada à cor verde, às árvores e plantas.
Fonte: Livro “O Poder de Cura da Cabala” de Raphael Kellman.